Pense num lugar onde não há nada, apenas escuridão. E então percebe-se a existência de um universo se expandindo nesse vazio escuro, trazendo matéria aonde não havia nenhuma. Este universo é o nosso.
Quando se fala em universo, pensamos logo em tudo que existe. Mas para muitos cientistas, o universo está em expansão, ou seja, algo que se expande, se expande sobre algo maior ainda, que é a escuridão da qual falei. Caso não fosse assim, como o univserso de expandiria? como encher um balão de ar dentro duma caixa de fósforo?
O universo se expande na escuridão. E essa escuridão, ela teria limites ? vai haver um momento que chegaremos nas "paredes" ao fim de tudo ? creio que não, pois haveria um depois dessas paredes.
Ou seja, sem muito trabalho, concluímos algo que vai além da nossa lógica. Logicamente não podemos conceber a idéia de uma "sala" cujas paredes jamais podem ser encontradas, por estarem no infinito. Assim é a escuridão espacial em que o universo de expande. Todavia, se pensarmos ainda logicamente, as coisas não vem do nada, mas ainda que viessem, da onde me diriam então que vem o próprio nada ? me refiro ao escuro total. Este escuro, apesar de consistir no "nada", é alguma coisa. O espaço infinito também precisa ter uma "origem". Ora, quem pensou nesse espaço ? como pode ele existir e sempre ter existido?
Nesse ponto, muitos preferem crer que o espaço vazio é que sempre existiu, e a partir daí, do nada surgiram as estrelas, galáxias, planetas, cometas, e inclusive nós, que criamos a internet, que me permite escreve-los agora. Em outras palavras, o vazio escuro nos criou, e este por sua vez, pela lógica não pode ter sido criado, pois é infinito.
Porém, há uma explicação um tanto mais racional. Um ser pensante e igualmente infinito seria a origem tanto do espaço vazio quanto das galáxias, planetas, e de nós mesmos.
Mas ainda sim, Um Deus precisaria existir em algum lugar, se pensarmos logicamente. Todavia, esse Deus não pode ter sido criado em momento algum, pois senão haveria outro Deus, e mais outro, e isso é desnecessário. A única conclusão é que Deus é eterno. Se Ele é eterno, o lugar o qual ele depositou sua existencia também o é. Nesse ponto, permanecemos sem poder compreender isso totalmente. Algo que sempre existiu acaba sendo uma conclusão lógica e ao mesmo tempo ilógica. Não podemos negá-la, porém não a compreendemos.
Todavia, ao pensarmos que desse nada foi gerado um universo e a raça humana, começa a ser ilógico pensar que tudo isso foi gerado espontâneamente desse vazio. Ante as duas explicações, que do nada absoluto veio você e eu e tudo que há, e que de algo "parecido" com esse nada absoluto, porém inteligente e poderoso veio tudo, no que você prefere acreditar ?
quinta-feira, 7 de maio de 2009
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Crônicas de Brasília: Show da esplanada
É difícil escrever algo que acabe não parecendo um diário ou coisa parecida. Mas as vezes dá vontade de escrever as coisas bobas que se vive.
No dia 21 de abril, a Esplanda dos Ministérios estava coberta de pequenos seres pensantes... sim os humanos. Eles estavam lá, cerca de 1 milhão deles: uns jogando voley de areia, outros aproveitando os diversos postos de atendimento que tinham lá, como dentista, médico, coisas assim. Haviam palcos de música para todos os lados, cada qual arrebanhando uma parte dos transeuntes. Mas isso tudo que digo até agora, vi pela televisão. Decidi então ver com os próprios olhos. Por volta das 17h cheguei aos fundos do Congresso Nacional para estacionar o carro, mais precisamente no estacionamento dos anexos da Câmara. Alegremente comecei a andar pela esplanada, observando um imenso palco do lado de dentro do cerco. Estava pronto para brilhar, com painéis enormes na sua estrutura, que com certeza iriam encher os olhos de quem tivesse por ali, com cores piscantes e outros efeitos.
Estranhei uma coisa: muitas pessoas estavam um pouco ao longe como que esperando algo em uma das entradas da área do show. Andei até lá e logo percebi: aquela entrada se referia aos camarotes, e ninguém podia entrar. Eu, talvez diferente dos muitos ali, que queriam mesmo era ver seus ídolos, estava apenas querendo saber a que show se referia aquele palco, óbviamente o principal de toda a esplanada.
Não precisei de muitos neurônios para processar bem que palco seria aquele: os camarotes eram imensos e imponentes, havia seguranças para todos os lados nas entradas... aquele era o palco que Xuxa e cia iriam se apresentar. O "cia" se refere a outros artistas bem conhecidos, que também estariam ali, para deleite de seus idólatras (partindo da idéia que os tais artistas são ídolos).
Fui informado então por um segurança que o show o qual eu estava a procura, que era o show gospel, estava próximo a rodoviária, em outras palavras, uns 3km que eu teria de andar a pé. Nem pensar. Voltei ao carro, que já havia ficado 1 km para trás, e fui procurar uma vaga bem mais próxima do dito palco gospel. Em um dia como aquele, leia-se "vaga" qualquer lugar que o carro fique sem obstruir a passagem dos demais. Mas eu não queria colocar o meu em um lugar tosco demais, e decidi por estacionar atrás do Conjunto Nacional, um dos shoppings mais velhos do Brasil. Pelo menos lá estava numa vaga própria de carros.
Caminhei outro tanto até finalmente vislumbrar o palco. Haviam ali, segundo um carinha no palco anunciou, 100 mil pessoas no show gospel. Por mais estranho que pareça, nesse mar de pessoas encontrei diversos conhecidos, entre eles, um amigo que estava junto dos demais, e por ali mesmo permaneci. Nem pensei em me embrenhar no meio daquela multidão para ver quem quer que fosse de perto, como muitos fazem nesses shows.
A noite foi avançando e logo encontrei um primo com outros amigos. Acabamos entrando em meio aos muitos, ora sentindo perfumes, ora odores bem desagradáveis, cutoveladas, pisões, esbarrões, até que encontramos uma clareira naquele mar de cabeças. E era até perto o palco. Lá ficamos. O show estava legal, e em alguns momentos ficou bem animado, e quem já esteve num show sabe: se é hora de pular, pule. Se ficar parado vai virar omelete. Mesmo assim, há aqueles que se sobressaem dos outros, e uma dessas figuras estava bem na minha frente. Pulava como uma pulga louca nas músicas agitadas. Creio que ele queria ver se pulava mais alto que todos os 100 mil pulantes. O sujeito deveria ter molas nos pés.
Meio que do nada, ou pelo menos mais cedo do que eu esperava, o show terminou, e satisfeito, me despedi dos amigos e literalmente corri para o meu carro, que dessa vez ficou bem mais perto. Corri, pois eu bem conheço a capital que sedia o poder do país: tem quase um assaltante para cada pessoa, e eu queria deixar o meu de mãos vazias aquela noite.
No dia 21 de abril, a Esplanda dos Ministérios estava coberta de pequenos seres pensantes... sim os humanos. Eles estavam lá, cerca de 1 milhão deles: uns jogando voley de areia, outros aproveitando os diversos postos de atendimento que tinham lá, como dentista, médico, coisas assim. Haviam palcos de música para todos os lados, cada qual arrebanhando uma parte dos transeuntes. Mas isso tudo que digo até agora, vi pela televisão. Decidi então ver com os próprios olhos. Por volta das 17h cheguei aos fundos do Congresso Nacional para estacionar o carro, mais precisamente no estacionamento dos anexos da Câmara. Alegremente comecei a andar pela esplanada, observando um imenso palco do lado de dentro do cerco. Estava pronto para brilhar, com painéis enormes na sua estrutura, que com certeza iriam encher os olhos de quem tivesse por ali, com cores piscantes e outros efeitos.
Estranhei uma coisa: muitas pessoas estavam um pouco ao longe como que esperando algo em uma das entradas da área do show. Andei até lá e logo percebi: aquela entrada se referia aos camarotes, e ninguém podia entrar. Eu, talvez diferente dos muitos ali, que queriam mesmo era ver seus ídolos, estava apenas querendo saber a que show se referia aquele palco, óbviamente o principal de toda a esplanada.
Não precisei de muitos neurônios para processar bem que palco seria aquele: os camarotes eram imensos e imponentes, havia seguranças para todos os lados nas entradas... aquele era o palco que Xuxa e cia iriam se apresentar. O "cia" se refere a outros artistas bem conhecidos, que também estariam ali, para deleite de seus idólatras (partindo da idéia que os tais artistas são ídolos).
Fui informado então por um segurança que o show o qual eu estava a procura, que era o show gospel, estava próximo a rodoviária, em outras palavras, uns 3km que eu teria de andar a pé. Nem pensar. Voltei ao carro, que já havia ficado 1 km para trás, e fui procurar uma vaga bem mais próxima do dito palco gospel. Em um dia como aquele, leia-se "vaga" qualquer lugar que o carro fique sem obstruir a passagem dos demais. Mas eu não queria colocar o meu em um lugar tosco demais, e decidi por estacionar atrás do Conjunto Nacional, um dos shoppings mais velhos do Brasil. Pelo menos lá estava numa vaga própria de carros.
Caminhei outro tanto até finalmente vislumbrar o palco. Haviam ali, segundo um carinha no palco anunciou, 100 mil pessoas no show gospel. Por mais estranho que pareça, nesse mar de pessoas encontrei diversos conhecidos, entre eles, um amigo que estava junto dos demais, e por ali mesmo permaneci. Nem pensei em me embrenhar no meio daquela multidão para ver quem quer que fosse de perto, como muitos fazem nesses shows.
A noite foi avançando e logo encontrei um primo com outros amigos. Acabamos entrando em meio aos muitos, ora sentindo perfumes, ora odores bem desagradáveis, cutoveladas, pisões, esbarrões, até que encontramos uma clareira naquele mar de cabeças. E era até perto o palco. Lá ficamos. O show estava legal, e em alguns momentos ficou bem animado, e quem já esteve num show sabe: se é hora de pular, pule. Se ficar parado vai virar omelete. Mesmo assim, há aqueles que se sobressaem dos outros, e uma dessas figuras estava bem na minha frente. Pulava como uma pulga louca nas músicas agitadas. Creio que ele queria ver se pulava mais alto que todos os 100 mil pulantes. O sujeito deveria ter molas nos pés.
Meio que do nada, ou pelo menos mais cedo do que eu esperava, o show terminou, e satisfeito, me despedi dos amigos e literalmente corri para o meu carro, que dessa vez ficou bem mais perto. Corri, pois eu bem conheço a capital que sedia o poder do país: tem quase um assaltante para cada pessoa, e eu queria deixar o meu de mãos vazias aquela noite.
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